A moralidade democrática e a superioridade moral de alguns seres que se julgam predestinados a feitos maiores, são na sua essência nojentas.
Nojentas porque o que se pede da democracia não é a moralidade com todos os defeitos que se pode apontar a esta. O que se pede à democracia é o cumprimento na essência de um estado de direito democrático. Um normativo legal, conquistado por um povo e assumido por um Estado.
Cada vez que oiço, como tenho ouvido nos últimos tempos, que estão para surgir uns elementos apolíticos, supremamente maiores que os outros (aqueles que são políticos) fico enjoada.
Não valorizando ou desvalorizando os partidos que se têm ou as máquinas partidárias que existem, não deixa também de ser verdade que essa grande, grande maquina chamada poder local atraí e mobiliza cada vez mais gente, com maquina ou sem maquina.
Aqueles que são capacitados e os que não são. Mas haverá moral no julgamento de tais capacidades quando nunca se fez nada para se mostrar que “A” ou “B” é mais capaz? Creio que não.
Esse mito do homem maior! Esse mito do homem que não se compromete com nada a não ser consigo mesmo, leva a situações abismais e que poderiam ser anti-democráticas na base da moral, mas que de facto são democráticas na base legal, note-se o caso de Isaltino Morais em Oeiras, sem uma máquina, um independente a braços com a justiça e nos ombros do povo.
Nesta perspectiva Nietzsche tinha uma teoria interessante «a democratização da Europa é ao mesmo tempo, uma instituição involuntária para a criação de tiranos – entendida esta palavra em todos os sentidos, mesmo no mais espiritual.» certamente, que divirjo de Nietzsche em quase toda a sua filosofia, que representa ela mesma um modelo de sociedade, um modelo em que eu, jamais me reveria e que abomino totalmente.
Contudo, nesta expressão concordo. Para se respeitar a democracia têm de se ter atenção a determinados subterfúgios electivos que alguns sedosos de poder usam e abusam, mais uma vez, note-se o caso de Isaltino entre tantos outros que surgiram pelo país.
Deste modo, para discutir a essência daquilo que é a intervenção cívica teremos de ser rigorosos e justos. Aceitando que não existem seres superiores, existem homens e mulheres de coragem, alguns com mais do que outros, é verdade, mas que se revêem num projecto ou num modelo de sociedade e que têm de o trabalhar e de o identificar à comunidade em geral.
É essa a génese e que faz os grandes líderes.
Não acredito em Homens superiores, mas em Causas e Projectos superiores.
by: Mara Lagriminha
Pensares
-
▼
2009
(68)
-
▼
outubro
(15)
- TEMOS GOVERNO!!!!
- A guerra dos sexos tambem num futuro governo???
- voyage
- A LER E A COMPRAR
- pensamento do dia ;)
- a reflectir
- A proposito da democracia!
- as coisas que se ouvem e se lêem
- pensamento do dia ;)
- Coruche Passado e Presente - Contra imagens não há...
- Coruche - 1990
- AGORA SIM!!!!!!!! DECLARAÇÃO DE COMPROMISSO
- MAIORIA ABSOLUTA NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL
- 6 JUNTAS DE FREGUESIA GANHAS PELO PS EM CORUCHE
- MAIORIA ABSOLUTISSIMA NA CMC DE CORUCHE
-
▼
outubro
(15)
